Cânticos 8 - Almeida Século 21Da amada para o amado 1 Ah, quem me dera que tu fosses meu irmão, amamentado aos seios de minha mãe! Assim, quando eu te encontrasse fora de casa, eu te beijaria, e ninguém me desprezaria! 2 Eu te levaria e te traria à casa de minha mãe, e tu me ensinarias. Eu te daria vinho aromático para beber, o néctar das minhas romãs. 3 O seu braço esquerdo estaria debaixo da minha cabeça, e o seu direito me abraçaria. Da amada para as mulheres 4 Ó filhas de Jerusalém, eu vos faço jurar: não acordeis nem provoqueis o amor até que ele o queira. Das mulheres para a amada 5 Quem é esta que vem subindo do deserto, apoiada no seu amado? Debaixo da macieira te despertei; ali esteve tua mãe com dores de parto; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. Do amado para a amada 6 Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço; porque o amor é forte como a morte; a paixão tão inflexível quanto a sepultura; a sua chama é chama de fogo, labareda flamejante. 7 As muitas águas não podem apagar o amor, nem os rios afogá-lo. Se alguém oferecesse todos os bens de sua casa pelo amor, seria totalmente desprezado. Dos irmãos 8 Temos uma irmã pequena, que ainda não tem seios. Que faremos por nossa irmã, no dia em que ela for pedida em casamento? 9 Se ela for um muro, construiremos sobre ela uma torre de prata. Se ela for uma porta, nós a reforçaremos com tábuas de cedro. Da amada 10 Eu sou um muro, e os meus seios são como as suas torres. Por isso, aos olhos dele sou como aquela que acha paz. 11 Salomão possuía uma vinha em Baal-Hamom. Ele a entregou a arrendatários e cada um devia trazer-lhe mil peças de prata pelos frutos da vinha. 12 A minha própria vinha está ao meu dispor; tu, ó Salomão, terás as mil peças de prata, e os que guardam os seus frutos terão duzentas. Do amado para a amada 13 Ó tu, que habitas nos jardins, os amigos querem ouvir-te; deixa-me ouvir tua voz também. Da amada para o amado 14 Vem depressa, amado meu, e torna-te semelhante ao cervo, ou ao filhote de gazela saltando sobre os montes perfumados. |
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