x

Bibliatodo Comentários

Anúncios


Notas RV 1995 - Comentário da Versão Reina Valera
Oséias 1

1. Palavra do SENHOR, que foi dirigida a Oséias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei de Israel.

2. O princípio da palavra do SENHOR por meio de Oséias. Disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições, e filhos de prostituição; porque a terra certamente se prostitui, desviando-se do SENHOR.

3. Foi, pois, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, e ela concebeu, e lhe deu um filho.

4. E disse-lhe o SENHOR: Põe-lhe o nome de Jizreel; porque daqui a pouco visitarei o sangue de Jizreel sobre a casa de Jeú, e farei cessar o reino da casa de Israel.

5. E naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jizreel.

6. E tornou ela a conceber, e deu à luz uma filha. E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ruama; porque eu não tornarei mais a compadecer-me da casa de Israel, mas tudo lhe tirarei.

7. Mas da casa de Judá me compadecerei, e os salvarei pelo SENHOR seu Deus, pois não os salvarei pelo arco, nem pela espada, nem pela guerra, nem pelos cavalos, nem pelos cavaleiros.

8. E, depois de haver desmamado a Lo-Ruama, concebeu e deu à luz um filho.

9. E Deus disse: Põe-lhe o nome de Lo-Ami; porque vós não sois meu povo, nem eu serei vosso Deus.

10. Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não pode medir-se nem contar-se; e acontecerá que no lugar onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Deus vivo.

11. E os filhos de Judá e os filhos de Israel juntos se congregarão, e constituirão sobre si uma só cabeça, e subirão da terra; porque grande será o dia de Jizreel.

×
Oséias 1

Notas do Capítulo: [1] 1.1 Palavra que Jeová dirigiu ao Oseas: para os cabeçalhos dos livros proféticos, veja-se Is 1.1 nota B. [2] 1.1 Embora a mensagem do profeta estava dirigido originalmente ao Israel, o reino do Norte, aqui se identifica a vários reis do Judá: Uzías (2 Rs 15.1-7; 2 Cr 26), Jotam (2 Rs 15.32-38; 2 Cr 27), Acaz (2 Rs 16; 2 Cr 28), e Ezequías (2 Rs 18--20; 2 Cr 29--32). Cf. Is 1.1; Miq 1.1, e veja-a Tabela cronológica I. [3] 1.1 A este rei lhe designa habitualmente como Jeroboam II (2 Rs 14.23-29), para distingui-lo do que se menciona em 2 Rss 11.26-40; 12.1--14.20. Seu reinado sobre o Israel (783-743 a.C.) coincidiu aproximadamente com o do Uzías no Judá (781-740 a.C.). Veja-se Am 1.1 nota F. [4] 1.1 É quase seguro que Oseas continuou sua atividade profética depois do reinado do Jeroboam II e que a terminou antes da queda da Samaria no ano 721 a.C. (cf. 2 Rs 17.1-6); cf. 2 Rs 15.13-31. [5] 1.2--3.5 A experiência matrimonial do Oseas se descreve em dois relatos diferentes. O primeiro (1.2-9) é um relato biográfico que fala do profeta em terceira pessoa. Nele se destacam particularmente dois aspectos: o matrimônio do profeta com uma prostituta, e os nomes simbólicos jogo de dados aos filhos desse matrimônio. O segundo (cap. 3) tem um caráter autobiográfico, já que o profeta mesmo se expressa em primeira pessoa. Nas dramáticas alternativas desse matrimônio, Oseas vê refletidas simbolicamente as relações do Senhor com seu povo, Israel. Ao empregar o simbolismo da união matrimonial, com sua ressonância afetiva, Oseas introduz uma nova maneira de entender e expressar a natureza do vínculo instaurado pelo pacto ou aliança. Veja-se Introdução ao Oseas. [6] 1.2 Toma por mulher a uma prostituta: Como Oseas identifica a idolatria com a prostituição (4.11-19), alguns intérpretes sugeriram que Gomer, a mulher do profeta, não foi uma rameira, nenhuma mulher dedicada à prostituição sagrada em algum santuário cananeo, a não ser simplesmente uma jovem israelita devota do Baal. Cf. 2 Rss 18.20-40; 19.1-18. [7] 1.2 A terra se prostituye apartando-se do Jeová: Esta expressão condena certas práticas religiosas dos israelitas, nas que o culto do Jeová, o Deus do Israel, mesclava-se com ritos dedicados ao Baal, o deus cananeo da fertilidade (veja-se Jz 2.13 n). Tais ritos incluíam ocasionalmente relacione sexuais com prostitutas que eram, a sua vez, sacerdotisas das divindades cananeas. A palavra prostituição, no livro do Oseas, refere-se umas vezes à imoralidade sexual, e outras, em sentido figurado, à infidelidade do povo israelita a seu Deus (cf. Os 5.3; 6.10; 9.1); ao dizer que a terra se prostituye apartando-se do Jeová, o profeta denuncia a corrupção de uma sociedade onde todo se perverteu, da relação com Deus até a lealdade para com o próximo (Os 4.1-2). Veja-se Jr 2.20 nota W. [8] 1.4 Lhe ponha por nome: o mesmo Senhor impõe o nome aos filhos do Oseas (cf. V. 6,9) dando a entender, desse modo, que eles têm que ser um sinal profético para o Israel. Veja-se Is 7.3 nota d ; 8.3-4. Cf. também Gn 17.5; 32.28; MT 1.21. [9] 1.4 Jezreel era o nome de uma cidade situada na planície que se estende ao sul da Galilea, onde os reis do Israel tinham uma residência (2 Rss 21.1). Nesta cidade Jehú deu morte ao Jezabel, ao rei Joram e a toda a família do Acab (2 Rs 9.22-37; 10.11). Cf. 2 Rss 18.45-46; 21.23; 2 Rs 8.29. Veja-se Índice de mapas. [10] 1.4 Farei cessar o reinado da casa do Israel: Cf. 2 Rs 18.9-12. [11] 1.5 Quebrarei o arco do Israel: Outra tradução: o poderio miliar do Israel. Esta expressão alude provavelmente a várias derrotas sofridas pelo reino do Norte: a invasão do Tiglat-pileser III, imperador de Assíria, por volta do ano 733 a.C., e a posterior queda da Samaria e o desterro do Israel no ano 721 a.C. (cf. 2 Rs 17.5-6). [12] 1.5 Vale do Jezreel: chamado também planície do Meguido (Zc 12.11) e designado pelos gregos com o nome do Esdrelón. Este lugar foi cenário de batalhas importantes na história do Israel (cf. Jz 4--7; 2 Rs 23.28-30). Vejam-se também Ap 16.16 N. e Índice de mapas. [13] 1.6 O-ruhama, em hebreu, significa não compadecida. Este nome anunciava ao povo do Israel que até a compaixão paternal de Deus lhe seria retirada por um tempo. [14] 1.6 Nem os perdoarei: tradução provável; Hebreus escuro. Cf. Am 8.2. [15] 1.7 Da casa do Judá terei misericórdia: salvarei-os pelo Jeová, seu Deus: O mesmo Senhor interveio para salvar a Jerusalém quando Senaquerib, rei de Assíria, tinha-a sitiado no ano 701 a.C. (2 Rs 19.32-37; Is 37.33-38). [16] 1.9 O-ammi, em hebreu, significa não é meu povo. A linguagem usada neste V. evoca o pacto de Deus com o Israel (Ex 6.7; Lv 26.12; Dt 26.17-19; cf. Jr 7.23; 11.4; 31.33). Lhe negar o título de meu povo significava que a aliança se quebrado e que o Senhor rechaçava ao Israel, porque já não reconhecia nele a conduta própria de um filho. Os veja-se 2.1 N.; 11.1-7. Veja-se Pactuo na Concordância temática. [17] 1.10--2.1 Logo da mensagem condenatória da seção anterior, esta passagem contém uma promessa de restauração. O livro do Oseas apresenta, em várias ocasiões, uma estrutura similar a esta (cf. Os 2.14,23; 11.8-11; 14.4-8). [18] 1.10 Como a areia do mar: Esta mesma comparação se encontra nos textos relacionados com a promessa feita ao Abraão (cf. Gn 22.17; 32.12). [19] 1.10 "São filhos do Deus vivente" : o Israel, em sua condição de filho (Os 11.1), deve ao Senhor lealdade completa (Dt 4.10), já que, frente aos baales, que são não-deuses, ídolos ou nada (cf. Dt 32.17-21; Is 40.18-20; 44.9-20; Jr 10.1-11; Rm 9.25-26), ele é o Deus vivente (cf. Jos 3.10; Sl 42.2; 84.2). [20] 1.11 Se congregarão os filhos do Judá e do Israel: Aqui se faz referência à divisão do reino depois da morte do Salomão (cf. 2 Rss 12.1-20: 2 Cr 10.1--11.4) e a sua futura reunificação. O tema da reunificação dos dois reino também se desenvolve no Ez 37.15-28. [21] 1.11 E se levantarão da terra: Outra tradução: E de todas partes voltarão para Jerusalém. Cf. Jr 3.17. [22] 1.11 O dia do Jezreel: Jezreel deixará de ser um signo de derrota (cf. Os 1.4) para converter-se em afirmação e grito de vitória.





Anúncios