- Anúncios -
x

Bíblia On-line




Mateus 13 - João Ferreira de Almeida Atualizada

A parábola do semeador

1. No mesmo dia, tendo Jesus saído de casa, sentou-se à beira do mar;

2. e reuniram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou num barco, e se sentou; e todo o povo estava em pé na praia.

3. E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

4. e quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram.

5. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda;

6. mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se.

7. E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram.

8. Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um.

9. Quem tem ouvidos, ouça.

10. E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?

11. Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;

12. pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

13. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.

14. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis.

15. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure.

16. Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

17. Pois, em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram.

18. Ouvi, pois, vós a parábola do semeador.

19. A todo o que ouve a palavra do reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que lhe foi semeado no coração; este é o que foi semeado à beira do caminho.

20. E o que foi semeado nos lugares pedregosos, este é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;

21. mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e sobrevindo a angústia e a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.

22. E o que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra; mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera.

23. Mas o que foi semeado em boa terra, este é o que ouve a palavra, e a entende; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

A parábola do trigo e do joio

24. Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeou boa semente no seu campo;

25. mas, enquanto os homens dormiam, veio o inimigo dele, semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

26. Quando, porém, a erva cresceu e começou a espigar, então apareceu também o joio.

27. Chegaram, pois, os servos do proprietário, e disseram-lhe: Senhor, não semeaste no teu campo boa semente? Donde, pois, vem o joio?

28. Respondeu-lhes: Algum inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo?

29. Ele, porém, disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis com ele também o trigo.

30. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.

As parábolas do grão de mostarda e do fermento

31. Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo;

32. o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

33. Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar tudo levedado.

34. Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava;

35. para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.

Explicação da parábola do joio

36. Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

37. E ele, respondendo, disse: O que semeia a boa semente é o Filho do homem;

38. o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o o joio são os filhos do maligno;

39. o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é o fim do mundo, e os celeiros são os anjos.

40. Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.

41. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade,

42. e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.

43. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.

As parábolas do tesouro escondido, da pérola e da rede

44. O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobrí-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo.

45. Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas;

46. e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.

47. Igualmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanhou toda espécie de peixes.

48. E, quando cheia, puxaram-na para a praia; e, sentando-se, puseram os bons em cestos; os ruins, porém, lançaram fora.

49. Assim será no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos,

50. e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.

51. Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Entendemos.

52. E disse-lhes: Por isso, todo escriba que se fez discípulo do reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.

53. E Jesus, tendo concluido estas parábolas, se retirou dali.

54. E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos?

55. Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas?

56. E não estão entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?

57. E escandalizavam-se dele. Jesus, porém, lhes disse: Um profeta não fica sem honra senão na sua terra e na sua própria casa.

58. E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles.