Solução
A resposta para essa pergunta só pode ser encontrada quando se compreende inicialmente o propósito por trás da escrita do Evangelho de João. Esse propósito é claramente descrito em João 20:30-31: “Jesus realizou diante de seus discípulos muitos outros sinais miraculosos, que não estão registrados neste livro. Estes, porém, foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenham vida em seu nome.” João tinha a intenção de apresentar aos leitores de seu Evangelho a figura de Jesus Cristo, expondo quem Ele é (Deus em forma humana) e o que Ele fez. O objetivo principal de João era conduzir as pessoas a aceitarem a obra redentora de Cristo por meio da fé. Ao compreendermos isso, tornamo-nos mais capazes de entender por que João retrata Jesus como “A Palavra” (ou Verbo, em algumas traduções) em João 1:1.
Ao iniciar seu Evangelho com as palavras: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus”, João está apresentando Jesus usando um termo facilmente compreendido tanto por seus leitores judeus quanto gentios. A palavra grega traduzida como “Palavra” nesse trecho é logos, termo comum tanto na filosofia grega quanto no pensamento judaico da época. Por exemplo, no Antigo Testamento, a “palavra” de Deus muitas vezes é personificada como um instrumento para a realização da vontade divina (Salmo 33:6,107:20,119:89,147:15-18). Dessa forma, ao apresentar Jesus como a “Palavra”, João está, de certa forma, direcionando seus leitores judeus de volta ao Antigo Testamento, onde o logos ou “Palavra” de Deus está associado à personificação da revelação divina. Já na filosofia grega, o termo logos era utilizado para descrever o intermediário por meio do qual Deus criava as coisas materiais e se comunicava com elas. Na visão de mundo grega, o logos era considerado uma ponte entre Deus e o universo material.Sagrado e o universo físico. Portanto, para os leitores gregos, o emprego do termo logos provavelmente teria evocado a ideia de um princípio mediador entre Deus e o mundo.
Dessa forma, o que João está efetivamente fazendo ao apresentar Jesus como o logos é utilizar uma palavra e conceito com os quais tanto os judeus quanto os gentios de seu tempo estariam familiarizados e usar isso como ponto de partida para introduzi-los a Jesus Cristo. No entanto, João vai além do conceito conhecido de logos que seus leitores judeus e gentios teriam e revela Jesus Cristo não como simplesmente um princípio de mediação, como interpretado pelos gregos, mas como um ser pessoal, totalmente divino e ao mesmo tempo plenamente humano. Além disso, Cristo não foi apenas uma personificação da revelação de Deus, como os judeus pensavam, mas de fato a perfeita revelação do próprio Deus na carne, a ponto de João registrar as próprias palavras de Jesus a Filipe: “Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’” João 14:9? Ao empregar o termo logos ou “Palavra” em João 1:1, João estava ampliando e aplicando um conceito familiar para sua audiência, utilizando-o para apresentar seus leitores ao verdadeiro logos de Deus em Jesus Cristo, a Palavra Viva de Deus, plenamente divina e ao mesmo tempo plenamente humana, que veio para revelar Deus ao homem e resgatar todos os que creem Nele de seus pecados.
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