Sacerdotes no México fazem «Primeira Comunhão» a pacientes com Covid-19

Um grupo de sacerdotes visitou a sala de um hospital para realizar uma cerimônia de “Primeira Comunhão” a uma paciente contagiada de Covid-19 no México.

No estado de Jalisco, uma paciente adulta recebeu a primeira comunhão desde a cama do Hospital General de Ocidente; o fato tornou-se viral na redes sociais.

Através do Facebook, se soube que três sacerdotes da Arquidiocese de Guadalajara celebraram a eucaristia de uma paciente portadora de coronavírus.

«A única vez»

Com a ajuda do sacerdote do hospital, José Luis González Santoscoy, houve a cerimônia; pois a paciente expressou que apesar de sua idade jamais havia participado dela.

“Um dia antes da cerimônia, quando ofereci o sacramento da Confissão à paciente, ela me falou que nunca tinha feito sua Primeira Comunhão, nunca havia sido confessada, embora por diversas situações da vida, pois ela havia querido”, disse o sacerdote.

Com uma idade avançada para esta “ceremônia”, a mulher pediu as permissões correspondentes e recebeu a comunhão, “Essa foi a única vez que se celebrou a Eucaristia dentro do hospital, sem embargo, todos os dias levamos a Comunhão, e se brinda o sacramento aos enfermos que estão conscientes e desejam recebê-la”, acrescentou González Santoscoy.

Conforto e esperança

O sacerdote confessa que a comunhão se realiza dentro de áreas com Covid-19 e só descansam 1 dia por semana, “Entramos de segunda a sexta-feira, todos os dias, e no final de semana descansamos um dia”, acrescentou.

Também manifestou que este tipo de apoio espiritual entre católicos e não crentes nestes tempos foi vital para semear esperança em seus corações.

“Não lhes ministrávamos os sacramentos ao não ser católico, mas sempre essa visita, essas palavras de ânimo, de consolo, de esperança, de poder compartilhar a palavra de Deus, pois também era algo que os motivava e lhes dava esse consolo e essa esperança”, finalizou.

Ainda que as intenções dos sacerdotes, a seu ver, sejam boas, a palavra de Deus não tem nenhum registro como tal de que se possa tomar alguma «hóstia» ou celebrar este tipo de cerimônia religiosa para poder «afirmar» uma vida com Deus.

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