Os muçulmanos exigem que aqueles que são inimigos de Alá sejam crucificados

Pelo menos 208 pessoas foram mortas no Irã em meio a protestos contra o aumento acentuado dos preços da gasolina, disse a Anistia Internacional nesta segunda-feira (2).

Uma onda de manifestações vem ocorrendo na República Islâmica desde 15 de novembro.

O Irã ainda não divulgou estatísticas oficiais sobre os protestos contra o preço da gasolina subsidiada pelo governo, que sofreu um aumento de 50%.

O regime iraniano contestou os dados da Anistia na ONU, mas não ofereceu evidências para apoiar sua argumentação.

“Vimos mais de 200 pessoas mortas em um período muito rápido, em menos de uma semana”, disse Mansoureh Mills, pesquisador iraniano da Anistia.

“É um evento sem precedentes na história das violações dos direitos humanos na República Islâmica”.

O Irã interrompeu o acesso à internet em meio aos protestos, impedindo que pessoas de dentro do país compartilhem seus vídeos e informações, além de impedir o mundo exterior de conhecer a escala de violência.

As atuais manifestações se tornaram mais violentas do que protestos anteriores. O movimento mostra o descontentamento que domina o país desde maio de 2018, quando o presidente Donald Trump impôs sanções econômicas sobre Teerã e anunciou a retirada dos EUA do acordo nuclear.

Ao ler trechos do Alcorão, Bahrampur destacou qual é o tipo de punição recomendado para “aqueles que fazem guerra contra Alá e Seu Mensageiro”.

“Eles devem morrer em agonia, não apenas serem mortos. É o que o versículo diz. Ou  crucificados, o que significa que eles devem ser pendurados; ou suas mãos e pés, em lados alternados, devem ser cortados”, sugeriu o líder islâmico.

O líder muçulmano finalizou alegando que “se matarmos 10.000 iranianos que servem como infantaria do inimigo, não será um exagero, à luz desse versículo”.

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