Estuprou e ateou fogo no filho e no enteado

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Horrível, são revelados os detalhes da tragédia em Linhares

Numa entrevista coletiva, os detalhes de uma tragédia foram revelados: o pastor George Alves matou o filho Joaquim, 3 anos, e o enteado Kauã, 6 anos. Eles morreram num incêndio na casa da família no 21 de abril na cidade de Linhares.

Ele alegou que o fogo foi iniciado no ar-condicionado e se espalhou rapidamente. Tentou socorrer os meninos, mas foi impedido porque o incêndio derreteu a maçaneta. A mãe não estava presente e George foi preso depois da tragédia.

Porém, André Jaretta Ardison investigando o caso comprovou pela perícia que o pastor estuprou e enteou o filho e o enteado antes de atear fogo nas crianças.

“Ele molestou as duas crianças. Isso é demonstrado tecnicamente pelo encontro (no corpo das crianças) de uma substância denominada PSA, que é encontrada no sêmen humano. Essa substância foi encontrada no orifício anal das duas crianças. Essa substância não poderia estar naquele local a não ser por um fator externo”, explicou o delegado Jaretta.

A polícia ordenou os fatos daquela noite horrível e isso chocou todos os envolvidos na investigação. “Ele agrediu as crianças. Foi encontrado vestígio de sangue no boxe do banheiro, que um exame comprou ser de Joaquim, seu filho biológico. Com as crianças vivas, porém desacordadas, ele as levou para a cama, utilizou um combustível derivado de petróleo e ateou fogo nelas e no local, fazendo com que elas fossem mortas pelo calor do fogo. Elas foram mortas pelo fogo. O exame comprova que elas foram mortas carbonizadas. Ambas tinham fuligem na traqueia, o que indica que elas respiravam a fumaça do incêndio”, detalhou Jaretta.

O pastor desejava ocultar o crime, segundo a investigação, por isso provocou o incêndio. “Feito isso, o investigado [George] foi para o ambiente externo da casa, sem abrir o portão, ficou andando de um lado para outro, até que transeuntes vissem o cenário, parassem e, por conta própria, prestassem auxílio, abrindo o portão, mas não tendo mais condições de prestar socorro às crianças”, afirmou Jaretta.

George pode pegar uma pena de 126 anos de prisão. O homicídio e duplo estupro são qualificados de vulnerável.

O chefe da Polícia Civil, Guilherme Daré, afirmou que esse caso “é pior que o caso Isabella Nardoni”, assassinada pelo pai e pela madrasta em 2008. 

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