Um relatório divulgado neste mês pelo Instituto de Estudos da Família (IFS) aponta que mulheres casadas com filhos apresentam índices mais altos de felicidade em comparação com mulheres solteiras e sem filhos. O estudo, intitulado “Em busca: casamento, maternidade e bem-estar feminino”, foi conduzido por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego, Jenet Erickson, professora da Universidade Brigham Young, e pelos pesquisadores do IFS Wendy Wang e Brad Wilcox.
Segundo os autores, mulheres casadas são mais propensas a relatar conexão profunda e propósito em seus relacionamentos. O levantamento, realizado com 3.000 mulheres americanas entre 25 e 55 anos, teve como base a Pesquisa de Bem-Estar Feminino conduzida pela YouGov entre 1º e 12 de março. Entre os resultados, destacou-se que quase o dobro de mães casadas, em comparação com solteiras sem filhos, se declararam “muito felizes”.
A pesquisa mostrou ainda que 47% das mães casadas e 43% das mulheres casadas sem filhos consideram a vida agradável na maior parte do tempo, contra 40% das mães solteiras e 34% das solteiras sem filhos. Em relação à solidão, apenas 11% das mães casadas e 9% das casadas sem filhos relataram sentir-se solitárias frequentemente, em contraste com 23% das mães solteiras e 20% das solteiras sem filhos.
Os pesquisadores destacaram o papel do afeto físico na saúde emocional das mulheres. O estudo indica que 47% das mães casadas e 49% das casadas sem filhos relataram altos níveis de toque físico, enquanto apenas 23% das mães solteiras e 13% das solteiras sem filhos disseram o mesmo. Além disso, 58% das casadas com filhos e 61% das casadas sem filhos afirmaram receber abraços e beijos com frequência, contra 36% das mães solteiras e 18% das solteiras sem filhos.
“O toque provoca a liberação de ocitocina no cérebro, promovendo relaxamento e reduzindo o estresse, ao mesmo tempo em que diminui a resposta do sistema nervoso simpático ao estresse”, escreveram os pesquisadores. Eles acrescentaram que a ausência desse tipo de contato está ligada a sentimentos de solidão e isolamento.
Apesar dos desafios relacionados à criação de filhos, como maior estresse e redução do tempo pessoal, os autores afirmaram que “não há dúvidas de que o casamento e a maternidade estão ligados ao maior desenvolvimento feminino em muitas outras frentes”.
De acordo com o The Christian Post, os autores também observaram que o casamento amplia a experiência da maternidade, ao oferecer novas formas de engajamento social, como trabalho voluntário, frequência religiosa e conexões comunitárias.