Cash Lua no olho do Furacão “O lado escuro da casa de Deus” informe de Univisión

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A corrente estadunidense univisión no dia 02 de Dezembro de 2018, deu a conhecer um trabalho de investigação titulado “Os magnatas de Deus” por Gerardo Reis e Peniley Ramírez, no qual são assinalados vários pastores entre os quais se encontra o reconhecido pastor guatemalteco Carlos Lua conhecido como (Cash Lua) quem dirige Casa de Deus uma das igrejas mas grande de latino américa.

Cash Lua no olho do Furacão
Cash Lua no olho do Furacão

Em dito trabalho o pastor é assinalado por seus possíveis nexos com Marllory Chacón “A Rainha do Sul” que foi condenada a 12 anos de prisão em EEUU por atividades vinculadas ao narcotráfico.

Cabe destacar que dito indicação ou acusações têm que ser pesquisadas pelas autoridades competentes já que o Pastor Cash Lua tem 22 anos de trajetória e um depoimento avalizado por milhares de fiéis seguidores no Guatemala e a nível mundial pelo qual a corrente univisión corre o risco de enfrentar cargos por difamação na contramão do Pastor.

Aqui parte do relatório:

O lado escuro da Casa de Deus

As fontes asseguram que o pastor ‘Cash’ Lua sacou proveito de sua próxima amizade com Marllory Chacón, condenada em EEUU por narcotráfico.

Cash Lua deixa que lhe avarie a voz em frente ao microfone ao recordar os humildes começos de sua igreja A Casa de Deus. De sua tristeza, o pastor se sobrepor levantando o rosto lentamente em procura dos refletores do palco para exclamar jubiloso que graças a sua perseverança todo se superou.

Os 12,000 paroquianos que o escutam celebram as palavras do pastor no imenso templo de Cidade do Guatemala, o maior em seu gênero de América Latina. É o primeiro domingo de outubro de 2018.

“¿É casualidade que agora tenhamos pão e palavra deste tamanho cá quando vínhamos a uma sozinha casa?”, pergunta-se Lua para responder-se que todo o que se tem conseguido é produto de seu espírito incansável de serviço à igreja da mão de Deus.

Segundo testemunhas, uma mão mundana sacou adiante ao pastor e a sua igreja: a de uma mulher que se apresentava como inversor empresarial no Guatemala, mas cuja verdadeira fortuna vinha do narcotráfico e a lavagem de dinheiro.

A versão do sucesso de Lua é para alguns incompletos. Depoimentos obtidos por Univisión apontam a que teve outra mão mais mundana que sacou adiante ao pastor e a sua igreja: a de uma mulher que se apresentava como inversor empresarial no Guatemala, mas cuja verdadeira fortuna vinha do narcotráfico e a lavagem de dinheiro.

Marllory Chacón, segundo as fontes, entregava importantes quantidades de dinheiro ao pastor. Ela foi condenada em 2015 em Estados Unidos a 12 anos de prisão por cargos de narcotráfico, um negócio que manejava ao longo e largo de Centro América. Conhecia-lhe como a Rainha do Sul. Ainda que seu expediente esta em boa parte baixo reserva de sumário, os documentos publicados não mencionam o nome de Lua.

 Reuniões com Chacón

A organização de Chacón foi infiltrada ao redor do 2010 pela Agência de Luta contra as Drogas DEA, segundo documentos da corte. O piloto colombiano Jorge Mauricio Herrera, quem assegura que trabalhou transportando cocaína para um poderoso cartaz de seu país, afirmou a Univisión que infiltro a organização de Chacón baixo instruções da DEA.

Segundo Herrera, Lua esteve presente à primeira reunião que ele teve com Chacón em meados de 2010 no Guatemala. Este e outros encontros foram gravados por ele com uma câmera de vídeo que lhe deu a DEA e que levava camuflada em um botão de sua camisa, explicou.

“Basicamente estavam falando de entregas de dinheiro porque o pastor ‘Cash’ Lua dizia que precisavam já começar a construir e avançar porque a obra estava em bases”, disse Herrera.

Segundo o piloto, Lua era uma pessoa próxima a Chacón.

O piloto aclarou que Lua não se imiscuía em questões de narcotráfico mas que o pastor sabia de sobra em que negócio estava sua amiga Chacón e recebia dinheiro dela.

“Ele sabia que vinha um piloto do narcotráfico a falar com eles, sabia que tinha uma organização, sabia que a outra pessoa comigo era sócia, sabia que Marllory era uma narcotraficante. Ele sabia absolutamente tudo”, disse Herrera.

Para a época das reuniões que descreve Herrera, Chacón era uma próspera narcotraficante de Centro América. Tinha assumido os negócios de drogas de seu marido após que foi preso em 2002, segundo ela explicou em uma declaração em uma corte do distrito de Columbia como testemunha do governo de Estados Unidos contra dois irmãos guatemaltecos acusados de narcotráfico.

“Eu tinha meus próprios trabalhadores, tinha meus próprios provedores de cocaína em Colômbia, e tinha meus próprios compradores que eram os cartazes mexicanos”, declarou Chacón.

A promotoria perguntou-lhe quanto dinheiro tinha lavado para os cartazes. Ela respondeu que mais de 200 milhões de dólares.

Infiltrado

Um documento do caso de Chacón em Miami, preparado pela promotoria, dá conta de que um informante colombiano, só identificado como CS1, assistiu a uma reunião na residência de Chacón em cidade do Guatemala no final de 2010.

Durante essa reunião, o informante pediu-lhe a ela se lhe podia facilitar a infraestrutura no Honduras para aterrissar com um carregamento de 800 quilos de cocaína, afirma a promotoria.

Assim descreveu o documento o que captou o vídeo:

“A Chacón vê-lhe e escuta-lhe em vídeo usando dois telefones celulares para coordenar o recebo do carregamento”, afirma o documento. “Chacón deu instruções em o telefone das especificações da pista, e de quanto combustível se precisava fornecer”, agrega.

Herrera assegura que ele é o informante que gravou essa reunião. A DEA não revela nenhum tipo de informação sobre suas fontes confidenciais. Em um memorando dirigido a uma juíza de imigração de Estados Unidos, Herrera explicou seu infiltração na organização e disse que o advogado de Miami Joaquín Pérez o pôs em contato com o agente da DEA Paul Cohen. Pérez disse a univisión que facilitou o contato de Herrera com a DEA, mas não deu detalhes. Uma porta-voz da DEA em Miami disse que esse organismo “não vai comentar sobre o caso”.

Em 2010, quando avançava a operação encoberta que culminou com a entrega de Chacón às autoridades de Estados Unidos, o projeto de construção do templo da Casa de Deus continuava.

O impressionante coliseu em forma de pomba do espírito santo com capacidade para 12,000 espectadores teve um custo de 45 milhões de dólares, segundo informou Lua à corrente BBC. O templo realiza dois grandes serviços no domingo com uma grande implantação de tecnologia de luz e som. Foi inaugurado em 2013 pelo presidente Otto Pérez, quem purga uma pena por cargos de corrupção. Lua tem dito que o templo foi construído com contribua de seus fiéis.

Ao final do serviço religioso o passado sete de outubro, Univisión pediu-lhe uma entrevista a Lua através de seu porta-voz Marly de Armas, antecipando-lhe o interesse de conhecer a origem dos fundos da igreja. Ela nos disse que o pastor estaria muito ocupado durante os próximos dois meses, o qual faria quase impossível que pudesse aceitar a entrevista. Baseando nas declarações das fontes entrevistadas, Univisión enviou a Lua um questionário com 26 perguntas, incluindo algumas que pediam sua versão sobre a relação com Chacón. Mais de três semanas depois, de Armas respondeu:

 “Lamentamos que tenha sido surpreendido em sua boa fé por uma fonte pouco confiável, já que a informação que você assegura ter recebido de dita pessoa é falsa”.

Sacos de dinheiro

Outra pessoa próxima à família Chacón, mas que pediu não ser identificada, explicou a Univisión que levou dinheiro em numerário à casa de Lua por ordens de Chacón.

“Foi como médio costal”, disse a fonte, ao explicar que se tratava de umas carteiras de feltro que se usa para o transporte de valores. As carteiras continham dólares e entregou-as em um lugar que era conhecido como a “Casa dos Cavalos”, agregou.

Segundo a fonte, Lua pedia-lhe constantemente dinheiro a Chacón, o que a ela lhe desagradava.

“Que filho do grande p… dizia, a cada dia queira mais”, recorda a fonte que dizia Chacón.

O impressionante coliseu em forma de pomba do espírito santo com capacidade para 12,000 espectadores teve um custo de 45 milhões de dólares.

Chacón e Lua compartilhavam a mesma entrada a suas casas na cidade do Guatemala, como o pôde comprovar Univisión através das imagens de um dron. Trata-se de um terreno ao sul da cidade próximo à estrada a El Salvador onde somente estão as residências de ambos, separadas por menos de cinquenta metros e rodeadas de um imponente muro.

“Tinham o mesmo portão, mas usavam intercomunicadores diferentes”, explicou a fonte.

Herrera também o recorda já que, segundo ele, a primeira cita com Chacón foi à casa da mulher. O piloto descreveu a residência como uma “mansão extraordinária” rodeada de um zoológico “ao estilo de Pablo Escobar”. Chamou-lhe a atenção, explicou que na parte exterior da casa, ao ar livre, se ativavam em forma intermitente atomizadores de fragrâncias para neutralizar o cheiro do excremento dos animais.

“Chegamos à porteira, tinha uma segurança tremenda. Passamos como um primeiro anel de segurança ficou encerrado entre duas grades”, relatou Herrera “O primeiro que saiu em dar a autorização para entrar foi o senhor ‘Cash’ Lua. Ele deu a autorização e entramos”.

Estilo de vida

O verdadeiro nome de Cash’ ‘Lua é Carlos. O carismático pastor de 56 anos tem contado que a razão pela qual a gente terminou o chamando ‘Cash’ foi porque não podia pronunciar seu nome corretamente quando era menino e em lugar de Carlos dizia ‘Cash’. Seus críticos têm dito que de qualquer jeito é um nome que se ajusta perfeitamente ao sofisticado nível vida que ele e sua família levam em um dos países mais pobres de centro América.

Sua fortuna tem sido constante objeto de críticas e suspeitas. Lua, de 56 anos, desloca-se em um avião Cessna Citation com matrícula estadunidense (N-200LH). Foi adquirido em setembro de 2014 baixo Glory Wings três, uma sociedade registrada em Delaware, o paraíso do anonimato corporativo em Estados Unidos. Depois o transferiu a Casa de Deus e finalmente registrou-o baixo um fundo fiduciário do Bank of Utah que não permite conhecer os nomes dos proprietários. Em uma entrevista com a corrente BBC, Lua disse que o avião é propriedade da igreja. Uma pessoa familiarizada com a transação e que pediu não ser identificada explicou que a aeronave foi comprada em dois milhões de dólares. Depois de compra-a, Lua fez-lhe algumas melhoras por uns 250,000 dólares e pintou em uma das turbinas a lenda “Marcos XII”, um bilhete bíblico.

Segundo seus críticos, o nome ‘Cash’ ajusta-se perfeitamente ao sofisticado nível vida que o pastor e sua família levam em um dos países mais pobres de Centro América.

Nos últimos seis meses Lua tem utilizado o avião para viajar a Colômbia e México. O pastor realizou nestes países jornadas conhecidas como Noites de Glória nas que dá polêmicas bênçãos de cura de doentes em palcos aos que assistem milhares de seguidores.

Muitos dos admiradores de Lua não parecem preocupados com seu estilo de vida. Robin Martínez, quem foi fotógrafo da congregação, comentou a Univisión que o importante é a mensagem que Deus envia através do pastor.

“Se ele faz mau uso do dizimo o dará conta disso, mas eu vou à palavra que me transformou e que ele me deu”, disse Martínez quem agora faz repórteres em bicicleta em Cidade do Guatemala. “Não posso pôr meus olhos unicamente na administração do dinheiro”, agregou.

A entrega

Herrera, o piloto colombiano, disse que tinha decidido colaborar com a DEA porque sabia que a entidade lhe seguia os passos a seu chefe, Daniel “A Louco” Barreira, e tarde ou cedo dariam com ele. Seu trabalho nesse momento consistia em levar carregamentos de cocaína em aviões executivos a Centro América e África desde pistas de Venezuela onde, disse, contou com a proteção dos governos dos presidentes Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

“Eu acho que o 90% dos cartazes de Colômbia se transladaram a Venezuela, todos. Encontrávamo-nos lá a muitos em restaurantes trabalhando para diferentes grupos”, recordou Herrera.

Segundo Herrera, Cohen, seu agente supervisor na DEA, aprovou a operação de infiltração depois de que o piloto lhe explicou o poder e a importância de Chacón em Centro América.

“Marllory era a nova narcotraficante da nova era e estava por em cima inclusive do mesmo “Chapo” Guzmán”, afirma Herrera.

A operação de filtragem na organização de Chacón foi tão efetiva, disse Herrera, que não teve que pagar nem um sozinho dia de prisão federal. Recordes públicos consultados por Univisión não mostram nenhuma acusação por narcotráfico em seu contra.

Outras fontes familiarizadas com seu passo pelos cartazes da droga confirmaram a Univisión que Herrera era um piloto discreto e audaz. Segundo eles, cobria rotas perigosas desde aeroportos no litoral venezuelano até Guiné, ao ocidente de África, com aviões que devia abastecer em pleno voo.

Em uma entrevista em julho passado em frente às câmeras de Univisión, Herrera explicou que sua relação com Cohen se complicou porque o agente o retirou da operação no Guatemala sem dar-lhe nenhuma explicação. Herrera questionou que a DEA não tivesse ao menos interrogado ao pastor Lua. Ao romper-se sua relação com a DEA, o piloto ficou em um limbo migratório.

Menos de duas semanas após a entrevista com Univisión, agentes de ICE irromperam em sua residência em Miami e transladaram-no ao Centro de Detenção de Krome. O 31 de outubro foi deportado a Colômbia onde teme por sua vida.

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