Ataque a tiros em escola deixa ao menos 10 mortos, em Suzano O ataque ocorreu na Escola Raul Brasil, que atende alunos do ensinos fundamental e médio

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Um tiroteio em uma escola pública de Suzano, no interior de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13/3), deixou ao menos 10 mortos, incluindo estudantes e os dois responsáveis pelo ataque, identificados como os ex-alunos Guilherme Monteiro, 17 anos, e Luís Henrique de Castro, 25. Há ainda pessoas feridas, que foram levadas a hospitais da região.


O alvo do ataque é a Escola Estadual Raul Brasil, que atende crianças e adolescentes dos ensinos fundamental e médio. Segundo o coronel Marcelo Salles, comandante-geral da PM de São Paulo, os dois atiradores primeiro atacaram um dono de locadora de carros próximo à escola. O empresário, que é tio de um deles, foi levado ao hospital e submetido à cirurgia, mas não resistiu, sendo a primeira vítima.

‘Achei que fosse bombinha’, diz aluna que estava em escola de Suzano
Após esse primeiro crime, Guilherme e Luís Henrique se dirigiram ao colégio. De acordo com o secretário de Educação de São Paulo, Rossiel Soares, Guilherme, que havia estudado no colégio até 2017, pediu para ir à secretaria, ganhando acesso à instituição.
Luís Henrique entrou com ele e os dois começaram o ataque, por volta das 9h30. Primeiro, balearam duas funcionárias, que morreram no local. Em seguida, chegaram ao pátio do colégio, que estava cheio de alunos do ensino médio, porque era horário do intervalo. Ali, quatro estudantes foram mortos.

Na sequência, a dupla, que usava capuz de caveira e portava um revólver calibre .38 e uma arma medieval que lança flechas, além de facas e outros objetos cortantes, dirigiram-se ao centro de línguas, onde uma professora e alunos se trancaram em uma sala, evitando novas mortes. “Eles, então, se mataram no corredor”, informou Salles.
Além dos seis mortos na escola, outro estudante, que foi socorrido, não resistiu aos ferimentos. Há ainda mais 10 feridos e outras pessoas que precisaram de atendimento médico porque se sentiram mal.

Durante o ataque, muitas pessoas correram e se esconderam nas salas de aula e nos banheiros. Outros alunos conseguiram deixar o prédio, pulando o muro, e foram abrigados por famílias que moram perto do colégio. Funcionários ajudaram a fazer barricadas em áreas como a cantina para proteger o estudantes

Uma estudante contou que, inicialmente, pensou que os barulhos fossem bombinhas, mas, em seguida, notou a gravidade da situação. “Quando percebi que eram tiros de verdade, voltei para o banheiro para me proteger. Havia umas 10 pessoas se escondendo comigo, nós ficamos rezando, pedindo para viver”, disse.

Além de equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel Urbano (Samu), pais e familiares de alunos e funcionários se deslocaram para o colégio em busca de informações. Um esquadrão antibombas analisou um pacote com fios elétricos portado pelos assassinos, mas se tratava de um explosivo falso e a presença de bomba foi descartada.

O governador de São Paulo, João Doria, esteve na escola e chegou à cena do crime pouco depois das 11h. Doria se disse “muito impactado” com o que viu no colégio. “A cena mais triste que já assisti em toda a minha vida”, resumiu. Várias outras autoridades se manifestaram pelas redes sociais.

O secretário de Segurança de Suzano, Jeferson dos Santos, disse que a prioridade foi prestar socorro aos feridos e apoio aos alunos e familiares de vítimas. Ele disse, ainda, que a secretaria preparava a lista oficial de vítimas.
Imagens de uma câmera de segurança instalada em frente à Escola Estadual Raul Brasil flagrou a chegada dos atiradores no local onde, logo em seguida, cometeram o massacre. Primeiro, o passageiro entra no colégio. E menos de um minuto depois, o motorista sai do carro e, apressado, também entra na unidade educacional.

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