Anglicanos querem aos gays em posições de liderança na igreja

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Segundo movimentos no Reino Unido, a “inclusão radical” desse segmento da população é importante.

Os membros da comunidade LGBT não deveriam se justificar sobre suas opções sexuais. Eles frequentam regularmente a igreja e teriam de ser encorajados a assumir posições de liderança.

Numa carta aberta assinada por diversos líderes anglicanos da Inglaterra, muitos elogios são feitos “grande contribuição que os cristãos LGBT+ oferecem”. Os líderes anglicanos também pedem uma abordagem diferente para receber os gays na comunhão da igreja.

“Ninguém deve ser informado que sua identidade sexual ou de gênero, por si só, os torna inadequados para assumirem posições de liderança na Igreja”, diz um trecho do documento.

“É inaceitável dizer ou insinuar às pessoas que sua orientação sexual ou identidade de gênero será mudada pela fé… Queremos deixar claro que ninguém deve ser excluído ou desencorajado de receber os Sacramentos do Batismo ou a Ceia do Senhor com base em sua orientação sexual ou identidade de gênero”, continua a carta.

Os bispos não querem mudar o ensinamento da igreja, porém querem oferecer um “tom diferente”

“Aqueles de nós com a responsabilidade pastoral de pregação e ensino precisam estar continuamente atentos à natureza pessoal e sensível dessas questões. Não é certo esconder nossas visões éticas e teológicas, mas precisamos estar prontos para ouvir com sensibilidade aqueles para quem nossas palavras podem ser difíceis”, afirma.

Dentro da igreja Anglicana, há partidários chamados “inclusão radical” dos LGBTs no seio do cristianismo.

Faz muito tempo, em 1976, a igreja episcopal declarou oficialmente que “homossexuais são filhos de Deus e devem ser tratados com amor, aceitação e preocupação pastoral e cuidado da Igreja”. Desde então, a palavra “pecado” não foi usada para se referir a eles.

O primeiro bispo abertamente homossexual foi consagrado em 2003. Já em 2009, a Convenção Geral declarou que “o chamado de Deus é para todos”, não excluindo a vocação de LGBTs.

Depois disso, um rito provisório de bênção para relações do mesmo sexo foi autorizado, e a discriminação contra pessoas transexuais foi proibida. Em 2015, os cânones da igreja foram alterados e o ritual do casamento foi disponível para todas as pessoas independentemente do sexo.

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