América do Sul se torna o novo epicentro da pandemia afirma a OMS

A OMS advertiu que a América do Sul está se tornando o novo foco da pandemia do Covid-19.

Durante uma conferência virtual, Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências Sanitária da OMS, disse que estão observando como nos últimos dias países da América do Sul tiveram um «considerável aumento» dos contágios.

“Em certo sentido, a América do Sul se tornou o novo epicentro da doença”, disse Ryan. “Existe uma preocupação em muitos desses países”, acrescentou o especialista.

O Brasil, o mais afetado

Michael Ryan enfatizou a situação do Brasil, que tem 291.579 casos confirmados de coronavírus e 18.859 mortes, segundo a última atualização da OMS.

A maioria dos contágios estão localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Pernambuco.

“A taxa de letalidade mais alta do Brasil está no Amazonas, com uma taxa de 490 infectados por cada 100.000 habitantes, que é muito alta”, disse Ryan.

O Brasil é até o momento a nação mais afetada na América Latina e no Caribe pela pandemia.

O governo de Jair Bolsonaro se opôs a decretar uma quarentena nacional com o objetivo de não interromper mais o funcionamento da economia. No entanto, os governadores dos 27 estados do Brasil tomaram medidas de isolamento regional, fecharam as lojas não essenciais e suspenderam o transporte entre estados.

Confirmado e 3.024 mortes; Chile, 53.617 contágios e 544 mortes; e Equador registra 34.854 infectados e 2.888 mortes.

Martín Vizcarra, presidente do Peru, prorrogou até 30 de junho o estado de emergência no país. No entanto, esta sexta-feira anunciou o reinício de atividades esportivas profissionais, mas sem público.

No Chile, Sebastián Piñera decretou uma “megaquarentena” até 29 de maio, diante do aumento exponencial de contágios registrado na última semana.

Por outro lado, no Equador, Lenín Moreno estendeu até 15 de junho o estado de exceção, com o objetivo de “controlar a situação de emergência sanitária”.

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