60 anos depois Israel publica imagens inéditas da captura do «arquiteto» do holocausto

O Shabak, uma das três organizações dos serviços secretos israelitas, publicou nesta quinta-feira mais informações sobre a detenção na Argentina, há 60 anos, do oficial nazi Adolf Eichmann.

O serviço secreto de inteligência e segurança Shabak publicou pela primeira vez imagens tiradas durante a operação realizada em 1960 em Buenos Aires para capturar ao criminoso da guerra nazista Adolf Eichmann.

“Esse foi o fim de uma operação complexa por parte da Mossad e do Shabak, longe do território israelense, em um entorno estrangeiro e desconhecido, que se baseou em um planejamento rigoroso e preciso”, disse Nadav Argaman, chefe do Shabak, em um comunicado publicado nesta quinta-feira.

“A execução da missão exigiu coragem, planejamento exaustivo, profissionalismo, determinação, adesão ao propósito e fé na retidão do caminho”, acrescentou.

Câmeras secretas e fotografias inéditas

Nas fotografias difundidas, se pode observar ao próprio Eichmann, a câmera secreta com a qual foram tiradas fotografias durante a operação, bem como uma carta de agradecimento que o Shabak recebeu depois de concluída a missão e a sua resposta.

Foi também postada em uma pagina do processo de busca, com a qual Eichman foi documentado pela primeira vez depois da sua fuga da Alemanha, após a queda do Terceiro Reich.

“Naquela noite, me esforcei por esclarecer as pessoas na força a unicidade moral e histórica do ato que estavam a ponto de executar. Asseguraram-se de que um dos maiores criminosos de toda a história, que durante anos conseguiu escapar das mãos da lei e da justiça, fosse julgado em Jerusalém, A capital da nação onde seis milhões de pessoas foram massacradas pela máquina de assassinato que ele liderou”, disse Isser Harel, diretor da Mossad que supervisionou a captura de Eichmann, durante uma sessão informativa sobre a missão.

O «arquiteto» do Holocausto

Eichmann foi classificado como o “arquitecto” do Holocausto durante a Segunda Guerra Mundial e foi considerado responsável pelo assassinato de milhões de judeus sob o regime nazi.

No final da Segunda Guerra Mundial, Eichmann foi preso pelo exército americano. No entanto, fugiu de seus captores e finalmente se dirigiu à Argentina, onde viveu sob o falso nome de Ricardo Klement.

O Mossad realizou seu sequestro em maio de 1960. Eichmann vivia desde 1950 na Argentina sob uma identidade falsa. Em abril de 1961 foi levado a julgamento em Jerusalém; condenado em dezembro de 1961 e levado à forca em 31 de maio de 1962. Seu corpo foi incinerado e suas cinzas espalhadas no mar, além das águas territoriais de Israel, informou The Jerusalem Post.

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